Cárcere privado: Estado orienta mulheres sobre denúncias e importância de códigos de alerta

Um caso no último dia 3 de fevereiro reacendeu uma discussão importante na sociedade sobre cárcere privado. Uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ) resultou na libertação de uma mulher paranaense mantida em cárcere privado em Copacabana, no Rio de Janeiro. A operação contou com apoio de informações repassadas pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), unidade especializada da PCPR.
Diante desse caso, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) reforça a atuação integrada das forças policiais no enfrentamento ao crime caracterizado pela restrição da liberdade de locomoção da vítima, prática que pode ocorrer no ambiente doméstico, especialmente contra mulheres e filhos.
A comunicação que a vítima conseguiu estabelecer com familiares em Curitiba foi fundamental para o desfecho daquele caso. A partir dos dados compartilhados, a polícia fluminense conseguiu identificar o local onde ela estava e efetuar a prisão do agressor em flagrante.
A orientação da PCPR para pessoas que enfrentam situação semelhante é manter a calma e, sempre que possível, tentar algum tipo de contato com familiares, amigos ou autoridades. Mensagens cifradas por celular ou e-mail, quando viáveis, podem ser decisivas para que a polícia identifique a ocorrência e atue rapidamente.
CRIME PREVISTO EM LEI
O cárcere privado é crime previsto no Código Penal e se configura quando a vítima tem sua liberdade de locomoção retirada, sendo confinada em determinado local, sem possibilidade de contato com o mundo exterior. Em muitos casos, o agressor retira celular, computador, telefone fixo ou qualquer outro meio de comunicação que possibilite o pedido de socorro.
DENÚNCIA
A Sesp reforça que denúncias podem ser feitas pelo 190, da Polícia Militar do Paraná (PMPR), para atendimento imediato em casos de flagrante; pelo 197, da PCPR, para registro e investigação; e pelo 181 Disque-Denúncia, de forma anônima.
O enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade permanente das forças de segurança paranaenses. Além da repressão qualificada, o trabalho inclui orientação preventiva e fortalecimento da rede de proteção, com foco na quebra do ciclo de violência e práticas abusivas que podem levar a crimes mais graves, como o feminicídio.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
