Chuveiro pode aumentar conta de luz em até 30% durante inverno

O chuveiro pode ser considerado um dos vilões do consumo elétrico. O uso em excesso aumenta a conta de luz em até 30% numa casa com quatro pessoas.
“Algumas orientações que nós damos aos nossos clientes, especialmente no inverno, é evitar banhos longos, evitar a utilização por muitas horas de equipamentos como aquecedores e também evitar utilizar benjamins, teias e ligar vários equipamentos ao mesmo tempo. Ainda com relação à segurança, outra dica que a gente dá é evitar utilizar aquecedores próximos a cortinas, debaixo de mesas, toalhas ou até mesmo colocar roupas sobre eles”, afirmou Márcio Fabrício Palharim, gerente de Gestão da Copel.
Na casa do Klaus Mock, a ordem agora é diminuir o tempo do banho. Além do chuveiro, ele também controla o uso de outros equipamentos elétricos, aparelhos de ar-condicionado, aquecedores, máquinas de lavar e secar roupas. E, para reduzir ainda mais a conta, ele investiu em tomadas inteligentes que informam o consumo de cada equipamento e que desligam a fonte se ele estiver sem uso. Tem ainda os sensores de presença.
“Você tenta economizar, por exemplo, no chuveiro inteligente para diminuir o gasto, que é o maior gasto de uma residência, é chuveiro, é aquecedor, mas você tem um aumento de 20% no mês. Tudo que você economizou vai pelo ralo”, contou Klaus.
A automação é uma das alternativas para reduzir o consumo. O problema é que, quando esse consumo cai, surgem as taxas impostas pelas companhias de distribuição. No Paraná, no caso, a Copel.
Em junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou um aumento que, no Paraná, chegou a quase 20% por causa do cálculo tarifário, custos de transmissão, encargos e retirada dos benefícios financeiros de processos anteriores.
Neste momento, a energia fotovoltaica, aquela captada pelas placas solares, pode ajudar. O problema é que a aquisição e a instalação do material ainda são caras.
“Placa solar, ou energia solar, é uma das coisas ótimas que a gente tem para gerar energia. Só que, segundo a Copel alega, sobrecarrega a rede. O que a pessoa pode fazer é investir em uma bateria própria, que hoje ainda é cara. Aí ela tira da rede”, disse Klaus.
Fonte: João Carlos del Rios | Jornal da Catve
