Acusado de atacar estudantes em pensionato de Maringá alega que agiu para se defender

O acusado de atacar estudantes em um pensionato em Maringá, no norte do Paraná, prestou depoimento à Justiça na segunda-feira (9). Ao juiz responsável pelo caso, Osvaldo dos Santos Pereira Júnior, que está preso desde março, disse que está arrependido e que atacou os jovens para se defender.

O crime ocorreu na madrugada de 17 de março. Conforme a polícia, Osvaldo entrou no pensionato e atacou os estudantes que estavam na cozinha do local. Ele morava nos fundos da residência.

Dois jovens conseguiram fugir e foram perseguidos pelo réu, conforme a Polícia Militar (PM). Osvaldo foi preso, e segundo os policiais, estava transtornado no momento do crime, pediu para que as vítimas se ajoelhassem. Ele atacou os estudantes usando um punhal.

O estudante Orivaldo José da Silva Filho não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele tinha 22 anos e se preparava para ingressar no doutorado em Química na UEM.

No depoimento, o acusado confessou os crimes, disse que não planejou nada e lembrou que ao entrar na cozinha foi agarrado pela camisa e pescoço.

“Eles já estavam me perseguindo, me ameaçando. Já tinham me batido. Estava sempre me esquivando, porque sou calmo, sou quieto. Só queria me defender. Me grudou, me bateu, me deu tapa na cara. E aí o outro já veio grudou no outro braço. Na hora só me defendi. Mas, fiquei cego na hora, não vi nada”, disse Osvaldo.

O réu disse que está arrependido e que praticou os crimes porque estava descontrolado.

O advogado de Osvaldo dos Santos Pereira disse que não vai se manifestar por enquanto.

Laudo psiquiátrico

Um laudo psiquiátrico solicitado pela Justiça apontou que o acusado sofre de transtorno mental e é incapaz de compreender o crime que cometeu.

De acordo com o documento, assinado por um médico psiquiatra da UEM, o acusado sofre de “transtorno de personalidade emocionalmente instável do tipo compulsivo”, além de “transtorno mental e comportamental devido ao uso de canabidióides”.

Futuro

Agora, a Justiça deve analisar o interrogatório para definir se o réu será julgado pelo Tribunal do Júri ou se cabe a aplicação de outra medida, que pode ser a absolvição ou alguma medida de segurança. Não há prazo para que essa decisão seja tomada.

Fonte: G1 Paraná – Norte e Noroeste

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *