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Acusados de matar travesti em Londrina vão a júri popular

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Acusados de matar travesti em Londrina vão a júri popular

Três homens acusados de matar uma travesti em Londrina, no norte do Paraná, irão a júri popular, conforme decisão da Justiça de terça-feira (17). O crime aconteceu em dezembro de 2018, na Avenida Leste-Oeste.

Hugo Haroldo Cirilo, de nome social Scarlat, morreu após ser esfaqueada. Ela tinha 33 anos. Segundo as investigações, três homens desceram de um carro e agrediram Scarlat e outra travesti que estava com ela, que conseguiu fugir e se esconder.

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Os réus Anderson Aparecido dos Santos Pires, José Mauro Lopes da Silva e Kenny Roger Fioravante Pereira respondem por homicídio e tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe.

Segundo a decisão, os acusados agiram por ódio e preconceito que sentiam das vítimas, “por serem travestis e realizarem programas sexuais”. A Justiça entendeu que os homens tiveram “claro intuito de matar as vítimas”.

Dos três acusados, José Mauro Lopes da Silva é o único que continua preso. Os outros dois réus respondem aos crimes em liberdade.

Ainda não há data para que o julgamento seja marcado.

O G1 tenta contato com a defesa dos acusados.

Scarlat foi morta em 2018, em Londrina — Foto: Reprodução/RPC

Relembre o caso

Segundo a denúncia, os acusados do crime pararam um carro onde estavam e começaram a agredir verbalmente as duas vítimas.

Elas tentaram fugir e se esconderam em um terreno, mas acabaram sendo encontradas pelos homens, conforme a investigação.

As duas vítimas foram agredidas com chutes e socos, além de serem esfaqueadas. Scarlat chegou a ser socorrida pelos bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

Com as informações sobre o crime, a PM descobriu o nome do dono do veículo, e a Guarda Municipal encontrou o carro abandonado na Avenida Dez de Dezembro.

Cerca de uma hora depois do fato, policiais que faziam escolta de um preso no Hospital da Zona Sul foram informados que um suspeito foi internado na instituição com ferimentos de faca.

Em depoimento, um dos acusados disse que o carro em que estava foi alvo de pedradas. Segundo os investigados, houve discussão e luta corporal. Outro homem disse que cometeu o ato para defender um dos amigos.

    VÍDEOS: Paraná

Fonte: G1 Paraná – Norte e Noroeste

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