Adolescente morre de leptospirose após ser tratada por problema lombar

Uma adolescente morreu de leptospirose após ser tratada por lombociatalgia, que é uma dor que acomete a região da coluna lombar e percorre o trajeto do nervo ciático, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, na noite de sábado (9).
A família de Mari Ramili Ribeiro Silva, que morreu no dia em que completou 15 anos, não se conforma a perda precoce da jovem e alega que houve negligência médica durante o tratamento.
Conforme seus familiares, tudo começou na manhã de quinta-feira (7), quando Mari começou a sentir-se mal. Na ocasião, ela apresentava dores nas costas e na região lombar e foi levada por seu pai até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba. Lá, ela foi atendida e liberada cerca de uma hora e meia depois.
Já na madrugada de sexta-feira (8), os sintomas voltaram, e a adolescente foi levada para uma UPA em Pinhais, onde a família vive. Após atendimento médico, ela foi diagnosticada com uma lombociatalgia, que é um dor que acomete a região da coluna lombar e percorre o trajeto do nervo ciático. E, em seguida, medicada e liberada.
Ainda na sexta-feira, Mari retornou à UPA de Pinhais com os mesmos sintomas. Porém, pela demora, não aguentou esperar atendimento e resolveu voltar para casa. Já no sábado (9), às 1h01, a adolescente voltou à Unidade de Pronto Atendimento com os mesmos sintomas, mas sem febre e foi internada.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), durante a madrugada, o mesmo médico que a atendeu anteriormente solicitou exames laboratoriais e prescreveu medicação.
Na manhã de sábado, a adolescente foi atendida por um segundo médico, que confirmou o diagnóstico de lombociatalgia e, na sequência, cadastrou a paciente na central de leitos. Após o resultado dos exames, Mari Ramili começou o tratamento com medicação endovenosa, incluindo morfina para dor.
Iraci Alves Silva, pai da jovem, alega que em nenhum momento foi apresentado um diagnóstico preciso sobre a saúde da filha, apenas maneiras de atenuar a dor, e teria piorado seu estado. “Se agravou mais o quadro dela na hora que eles aplicaram a morfina nela. Daí, ela começou a ficar meio roxinha, daí, eles vieram e aplicaram outra dose de morfina, duas doses de morfina nela, e ela começou a ficar roxa e com falta de ar“, contou.
De acordo com o relatório da SMS, a paciente foi atendida por um terceiro médico na noite de sábado, quando familiares relataram que a adolescente tinha tido contato com água de enchente. Então, o médico solicitou sorologia para leptospirose e transferência imediata para um hospital.
Às 20h, houve piora no quadro clínico e Mari sofreu uma parada cardiorrespiratória. Após tentativas de reanimação, a adolescente morreu na UPA de Pinhais. A vaga em um hospital foi liberada pela manhã de domingo (10).
Já a família alega que foi apenas depois da morte da jovem, foi que o médico perguntou sobre seu contato com água contaminada. “Ele perguntou pra mim se a minha filha tinha contato com água ou com lama. Eu falei que não, que não tinha conhecimento disso, dai que ele falou que ela tinha morrido com a doença do rato”, disse Iraci.

(Fonte: RicMais / Goionews)

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