Borracheiros gastam o equivalente a dois dias do mês enchendo pneus de graça | Giro de Notícia

Borracheiros gastam o equivalente a dois dias do mês enchendo pneus de graça

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Antônio Marcos Daniel, 25 anos, gosta daquilo que faz e não reclama de perder (ou melhor, investir) alguns minutos enchendo o pneu dos carros. Para ele, o favor é um jeito de conquistar e fidelizar o cliente.

O rapaz é borracheiro há 9 anos e faz quatro meses que trabalha na Borracharia Umuarama, da avenida Tiradentes. Com as mãos sujas de graxa, ele distribui alegria e boa vontade na hora de atender os clientes.

“Gosto do que faço. A gente faz o que pode para atender bem. Quem costuma encher o pneu no posto de gasolina reclama que a válvula trava. Quando chegam aqui, a gente dá um jeito e arruma”, conta Antônio.

E o tempo gasto para encher um pneu sem ganhar nada? Antônio tira isso de letra. Ele acredita que “uma mão lava a outra”. “Encher um pneu é coisa de poucos minutos, é rápido. O negócio é deixar o cliente satisfeito para que ele volte quando furar (o pneu)”, diz.

Edmilson Silveira Machado (foto acima) é proprietário de uma borracharia que leva seu sobrenome, no centro de Umuarama. O estabelecimento tem 16 anos e nesse tempo afirma ter perdido as contas de quantas pessoas chegaram ali todos os dias para calibrar o pneu do carro. “O tempo do serviço de calibragem leva, em média, dois minutos”, comenta Machado.

Se levarmos em conta que uma calibragem leva em torno de dois minutos, 20 motoristas que procuram a borracharia diariamente para a cortesia levariam 40 minutos. Em um mês com 26 dias úteis, seriam pelo menos 17 horas destinadas ao trabalho grátis. Em conta simples, é como se o borracheiro trabalhasse quase dois dias de graça, em nome da fidelização de clientes.

Mesmo assim, tanto Edmilson quanto Antônio descartam a cobrança do agrado. Ninguém cobra, eu vou cobrar (rs)? Até mesmo porque a maioria que chega para calibrar o pneu do carro é nosso cliente. Quando a gente está ocupado, muitos nem querem esperar”, comenta Machado. “Cobrar não está nos planos”, complementa Antônio.

Fonte: OBemdito

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