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Câmara dos EUA aprova lei que proíbe importações da região chinesa de Xinjiang

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (8) uma lei para proibir as importações da região chinesa de Xinjiang. Segundo informações da agência Reuters, a medida foi tomada pelos parlamentares devido a uma “presunção refutável” de que todos os produtos de Xinjiang, onde o regime chinês montou uma rede de campos de detenção para uigures e outras minorias muçulmanas, são fabricados por meio de trabalhos forçados.

A lei foi aprovada por esmagadora maioria: 428 representantes votaram a favor da matéria e apenas um contra. Agora, ela será votada no Senado; se aprovada, segue para sanção do presidente Joe Biden.

A situação em Xinjiang é o foco das críticas dos Estados Unidos à China na questão dos direitos humanos: além de prisões arbitrárias e trabalho forçado, relatos apontaram situações de abuso sexual e esterilizações à força na região. A China nega as acusações.

Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram um boicote diplomático aos Jogos de Inverno de Pequim, que serão realizados em fevereiro: atletas americanos ainda participarão das competições, mas Washington não enviará representantes oficiais à capital chinesa.

A administração Biden citou o “genocídio e crimes contra a humanidade da República Popular da China em Xinjiang” como um dos principais motivos para o boicote. Também citando violações a direitos humanos, Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram que também boicotarão diplomaticamente os Jogos de Pequim.

Nesta quarta, a Câmara dos Representantes dos EUA também aprovou, por 428 votos a zero, uma resolução para apontar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) violou seus próprios compromissos de direitos humanos ao colaborar com o governo da China.

Além disso, com 427 votos a favor e um contrário, a casa aprovou outra resolução condenando o “genocídio em curso e crimes contra a humanidade” cometidos contra uigures e membros de outros grupos étnicos e religiosos minoritários na China e solicitando providências das Nações Unidas.

Fonte: Gazeta do Povo

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