Em interrogatório, suspeito de matar jovem em São José dos Pinhais diz que permaneceu perto do corpo pensando em como escondê-lo

O jovem Miguel Angelo Duarte, que foi preso suspeito de matar Layane da Silva, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi novamente interrogado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23).

À polícia, Duarte disse que o fato ocorreu entre 2h e 3h, e que até as 4h “permaneceu no local, perto do corpo da vítima, pensando em como escondê-lo”.

O corpo de Layane da Silva, de 19 anos, foi encontrado com sinais de violência e queimaduras, em meio a um matagal, em uma chácara, na segunda-feira (20). A vítima foi encontrada sem parte das roupas.

A Polícia Civil já havia interrogado Miguel Duarte na terça-feira (21). Nesta quinta-feira, o jovem afirmou que não tirou a roupa de Layane e que deixou o corpo dela esticado no chão, “acreditando que ela voltaria a si e conseguiria ir embora por conta própria”.

Duarte disse que agiu sozinho no crime. No interrogatório, ele contou que Layane não sabia que ele era casado. Afirmou que não tinha a intenção de manter um relacionamento amoroso com a vítima e que se encontrava com ela apenas para ter companhia para usar drogas.

Nesta quinta-feira, Duarte disse que discutiu com Layane na beira do muro, aplicou o mata-leão na jovem, e ela apagou. Depois disso, Duarte afirmou ter jogado o corpo dela pelo muro, ao lado do matagal onde deixou o corpo.

Primeiro interrogatório

Miguel Angelo Duarte disse, no interrogado realizado na terça-feira (21), que deu uma ‘chave de braço’ na vítima.

O jovem afirmou que agiu em legítima defesa depois de, segundo ele, ter sido agredido pela jovem, que entrou em estado de alucinação. O suspeito disse que conhecia a vítima há pouco tempo. Ele afirmou que convidou Layane para sair para beber, no sábado (18).

Duarte disse que os dois beberam vinho e cerveja e que também usaram cocaína e maconha. Segundo ele, quando estavam indo embora, Layane entrou em estado de alucinação e começou a agredi-lo. Ele afirmou que segurou a jovem pelo pescoço para conter as agressões e que, de repente, ela desfaleceu.

O suspeito disse que carregou Layane nas costas por aproximadamente 100 metros, e que foi nisso que as roupas dela saíram, até a altura do joelho.

Ainda no interrogatório, Duarte afirmou que não agrediu fisicamente a vítima e que eles não tiveram relação sexual. Ele disse que deixou a jovem no local e fugiu para casa, onde ficou durante todo o domingo.

Pichação

A casa de Duarte, em São José dos Pinhais, foi pichada, na madrugada desta quinta-feira, com a mensagem: “Layane eterna”.

A defesa de Miguel Angelo Duarte disse que o cliente está colaborando e dizendo toda a verdade, mas que alguns pontos precisam ser melhor esclarecidos. Por isso, o advogado deve pedir à delegada para que seja feita uma reconstituição do crime.

Mensagens mostram vítima de homicídio marcando encontro com suspeito do crime

Investigação

A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. Na residência, os policiais apreenderam roupas que ele pode ter usado na data do crime, além da bicicleta e de uma caixa que ele usava para fazer entregas por aplicativos de comida.

A Polícia Civil aguarda o resultado de cinco laudos de peritos, entre eles, um laudo que deve apontar qual foi a causa da morte da jovem.

O juiz decidiu pela manutenção da prisão dele. O inquérito tem 30 dias para ser concluído.

Fonte: G1 Paraná – Norte e Noroeste

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