Jovem agradece professor de infância da escola pública após ser aprovada no vestibular da UFPR: ‘Influência e inspiração’ | Giro de Notícia

Jovem agradece professor de infância da escola pública após ser aprovada no vestibular da UFPR: ‘Influência e inspiração’

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Aluna e professor se reencontram após demonstração de gratidão

Inspirações são parte dos sonhos profissionais. Muitas vezes, elas chegam ainda cedo e influenciam na escolha do caminho a ser trilhado, mas mais que isso, no profissional que se deseja ser no futuro.

É o que o professor Jeú Daitch significa na vida da Maria Eduarda, de 18 anos.

Na terça-feira (31), após ter a notícia de que foi aprovada em história no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a paranaense enviou uma mensagem dedicando a conquista a Jeú. Veja abaixo.

Nesta edição, mais de 39 mil pessoas se inscreveram para o vestibular. Das 5.383 vagas disponíveis, segundo o reitor da UFPR, 58,45% dos candidatos aprovados são provenientes de escolas públicas.

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Jovem encaminhou mensagem em rede social do ex-professor — Foto: Reprodução/Twitter

Ele foi professor da jovem há quase oito anos, quando lecionou a disciplina no Colégio Estadual Alfredo Chaves, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Aos 18 anos, Maria conquistou a tão sonhada vaga no curso de história da UFPR — Foto: Arquivo Pessoal/Maria Eduarda

Entre os tantos reconhecimentos, Maria exaltou as boas aulas e ressaltou que se conseguir ser metade da profissional que Jeú foi, “já vai ser muito”.

Segundo Maria, Jeú marcou por ser um professor amigo dos alunos — Foto: Arquivo Pessoal/Jeú Daitch

Depois de todos esses anos, os dois se reencontraram virtualmente em uma conversa com o G1. Jeú contou da emoção de receber a mensagem que, segundo ele, “jamais imaginou”.

O professor também aconselhou a futura professora de história. Para ele, Maria Eduarda é uma mulher empoderada e deve manter a autenticidade por onde for.

As dificuldades

Aluna e professor se reencontraram, virtualmente, após quase oito anos — Foto: Reprodução

Além da admiração mútua, as histórias de Maria Eduarda e Jeú têm em comum a origem na escola pública. Os dois estudaram por toda a vida nestas instituições e nutrem carinho pelo ambiente que definem como “de transformação social”, para muito além da educação.

A vida de Maria Eduarda nunca foi fácil. De origem humilde, a jovem contou que vem de uma família onde a educação foi, por vezes, negada.

Sem condições financeiras de pagar por ensino privado, a jovem encerrou a trajetória pré-vestibular em um cursinho comunitário no qual se preparou para o desafio.

Negra e moradora de periferia, Maria Eduarda também reforçou o direito à educação. Mesmo com os desafios, a futura historiadora afirma que teve o privilégio de poder se dedicar ao cursinho quando muitas pessoas precisam abrir mão da educação para trabalhar e sobreviver.

Por isso, ela comemora a aprovação na UFPR que, além de representar uma grande conquista pessoal, também significa um avanço em uma sociedade desigual.

Gratidão que multiplica

Estudante de escola pública passa em medicina na UFPR

Também da escola pública e repleto de gratidão, o William retornou ao colégio onde passou toda a vida escolar entre ensino fundamental e médio para dedicar a conquista aos professores que fizeram parte da jornada. Veja as imagens no vídeo acima.

Ele foi aprovado em medicina na UFPR.

William retornou ao colégio onde estudou para agradecer professores — Foto: Reprodução/RPC

Para ele, a inspiração vem de uma superação pessoal. Aos 14 anos, o paranaense de Londrina, no norte do estado, superou uma doença grave.

Durante o tratamento, ele conheceu um médico que marcou a vida pela humanidade. E a mudou.

Com muito esforço, os pais conseguiram pagar um cursinho particular.

Fonte: G1 Paraná – Norte e Noroeste

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