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MP-PR pede arquivamento das investigações sobre morte de ex-servidora do HU

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Lucélia Pires Ferreira foi encontrada morta no Rio Paranapanema, em outubro de 2018. — Foto: Reprodução/RPC

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte da ex-servidora do Hospital Universitário, Lucélia Ferreira. Para a promotoria, não houve crime e ninguém deve ser punido por esta morte.

A manifestação do MP-PR coloca fim a mais de dois anos de investigações sobre a morte.

Lucélia Pires Ferreira, de 56 anos, era secretária de diretores do Hospital Universitário de Londrina. Em 3 de outubro de 2018 ela foi vista pela última vez em um camelódromo da zona sul e desapareceu antes de chegar ao hospital, onde iria trabalhar.

No dia, parentes tentaram contato com ela, mas sem sucesso. O corpo foi encontrado no dia seguinte às margens do Rio Paranapanema, entre Porecatu e Alvorada do Sul. O carro foi encontrado perto da ponte.

À época, o então delegado de homicídios disse não haver pistas de que ela teria sido assassinada, mas decidiu aprofundar as investigações.

A morte da servidora sempre foi cercada de dúvidas porque ela era alvo de uma investigação que apurava desvio de recursos no hospital universitário. Inicialmente não se descartou a possibilidade de alguém ter ordenado a morte.

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A própria promotoria indicou que a vítima era responsável pelas licitações no hospital, e estava sendo investigada por contratar parentes no local.

As investigações sobre a morte não identificaram nenhum mandante e nem motivação para eventual homicídio.

Segundo a promotoria, no corpo de Lucélia Ferreira foram encontradas substâncias medicamentosas, dentre as quais um remédio usado para insônia.

Ainda na investigação, foi apontado que a última testemunha que viu Lucélia com vida observou a ex-servidora parada em uma calçada com seu carro e dizendo que queria ir à Avenida Saul Elkind a testemunha ainda relatou que Lucélia estava bem alterada, podendo estar em abstinência de alguma coisa.

A Polícia Civil e o MP-PR cruzaram informações e concluíram que a morte se deu por afogamento, sendo que as únicas lesões que ela apresentava no corpo foram lesões pós morte, do corpo batendo contra pedras e galhos no rio.

A conclusão também apontou que todas investigações possíveis para averiguar se alguém deve ser responsabilizado pela morte não apontaram nenhum indício, e que tudo indica que a vítima efetivamente tirou a própria vida sem qualquer envolvimento de outra pessoa.

Os depoimentos colhidos até agora apontam apenas que Lucélia Ferreira estava tensa nos dias que antecederam a morte, mas não permitiram concluir o que teria levado a então servidora do HU a agir desta forma.

A promotoria pediu à Justiça que a investigação seja arquivada por entender que ninguém deve ser punido neste caso.

Fonte: G1 Paraná – Norte e Noroeste

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