Polícia recupera parte de carga roubada em loja e comerciante é detida

A proprietária de uma loja foi detida pela Polícia Civil de Campo Mourão acusada de receptação qualificada. Ela foi flagrada com mercadorias roubadas na tarde de terça-feira (16). A empresa faz parte de uma rede com sede em Cianorte e unidades em Apucarana e Umuarama, além de Campo Mourão.

Conforme a Polícia Civil na loja estava parte de uma carga de produtos diversos desviada há cerca de dois meses do Porto Seco de Cascavel. A carga total desviada é avaliada em R$ 1 milhão. A polícia não soube informar o valor dos produtos recuperados em Campo Mourão.

Entre as mercadorias apreendidas estão carregadores de bateria automotiva, utensílios como chaves, ferramentas, entre outras. Segundo a polícia, a empresária recebia as mercadorias e revendia a preços abaixo dos praticados no mercado.

De acordo com o delegado chefe da 16ª Subdivisão Policial (SDP), Gustavo Pinho Alves, a polícia iniciou há cerca de dois meses as investigações de uma quadrilha especializada em receptar produtos de origem ilícita. Entre estas cargas estava uma que havia sido desviada do Porto Seco de Cascavel. “A partir do momento que tomamos conhecimento do fato iniciamos diligência para tentar identificar as pessoas que estavam receptando estes produtos em Campo Mourão”, explicou.

Na terça-feira, ao tomar ciência de uma loja na área central da cidade estaria comercializando produtos a preços abaixo de mercado, a Polícia Civil fez diligências no estabelecimento. “No local, indagamos a proprietária da loja sobre a documentação que comprovasse a origem dos produtos, mas ela não apresentou, alegando que teria adquirido as mercadorias de uma terceira pessoa, que se encontra inclusive presa na delegacia de Campo Mourão por receptação de produtos de origem ilícita”, informou Alves.

A proprietária da loja levou os policiais até uma casa perto da delegacia que servia como depósito para os produtos.

Além da dona da loja em Campo Mourão, o proprietário da sede em Apucarana também foi preso. A polícia já fez o contato com os proprietários da carga que estiveram na 16ª SDP e foram ouvidos. Os produtos serão devolvidos a eles posteriormente.

À imprensa, a dona da loja alegou que uma terceira pessoa teria deixado os produtos para que fossem vendidos. “Não sabíamos que eram produtos de roubo. Jamais aceitamos isso na loja. O rapaz passou ali e deixou para ver se conseguíamos vender. Somos pessoas de bem e trabalhadoras”, falou ela.

O nome da detida não foi informado.

(Informações: Tribuna do Interior)

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