Presos por latrocínio não demonstram arrependimento, diz delegado

Os três rapazes presos ontem pela Polícia Civil de Campo Mourão e que confessaram o latrocínio de José Marco Cunha, de 52 anos, não demonstram arrependimento pelo crime, segundo o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Gustavo Pinho Alves. Além da matarem a vítima a facadas, ainda atearam fogo no corpo perto da Usina Mourão.

“Foi um depoimento frio, principalmente do menor, que relatou tudo, com riqueza de detalhes e sem demonstrar arrependimento”, informou o delegado. Além do adolescente apreendido, de 17 anos, outros dois jovens, de 18 e 19 anos foram detidos por participação no crime. Um deles inclusive é irmão do menor.

O delegado revela que foi um crime premeditado, pois a intenção dos três rapazes era roubar a camioneta e trocar o veículo por armas e drogas no Paraguai. “Eles atraíram a vítima até a casa de um deles, onde cometeram o crime, após ingerirem bebida alcoólica”, contou Alves.

A Polícia Civil conferiu imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento, onde a vítima comprou uma garrafa de vodka e um refrigerante, às 23h20 do dia anterior. Ele teria levado a bebida na casa onde os três rapazes o esperavam para tomarem juntos. Após um suposto desentendimento, um dos maiores de idade agrediu a vítima com um soco e em seguida desferiu as facadas.

Cunha morreu no local e os três rapazes enrolaram o corpo em um cobertor, que foi ainda amarrado com arame. Em seguida o colocaram na carroceria da camioneta e levaram até uma plantação e trigo, próximo à Usina Mourão, onde espalharam álcool sobre o corpo e atearam fogo.

O plano era seguir com a camioneta até o Paraguai, onde a trocariam por armas e drogas, mas acabaram capotando o veículo no anel viário. Ontem de manhã, após familiares de Marcos procurarem a polícia por conta de seu desaparecimento, a equipe de investigadores da 16ª SDP iniciou diligências e a camioneta foi localizada capotada e abandonada no anel viário.

Roupa do adolescente foi apreendida e galão usado para levar o alcool usado para queimar o corpo – Foto: Rafael SIlvestrin/Tasabendo.com

Em seguida, já por volta das 11 horas, o corpo ainda queimando, foi encontrado por um agricultor perto da Usina. “A partir daí a hipótese de latrocínio foi reforçada e no final da tarde identificamos os três suspeitos, que ficaram muitos nervosos diante dos policiais. Eles confessaram o crime e foram encaminhados para a delegacia. Inclusive uma camisa do menor foi encontrada perto do corpo, que ele havia deixado lá para ser queimada.”

O delegado parabenizou a atuação de sua equipe policial pela resposta rápida a este crime bárbaro, que chocou Campo Mourão. “Estão todos de parabéns pelo trabalho realizado, garantindo a resposta rápida para a sociedade em relação a este crime”, afirmou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Top