Primeiro serviço de atendimento ao trauma do Brasil, SIATE do Paraná completa 36 anos | Giro de Notícia

Primeiro serviço de atendimento ao trauma do Brasil, SIATE do Paraná completa 36 anos

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Foto: CBMPR

Referência nacional em atendimento pré-hospitalar, o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) completa 36 anos de atuação no Paraná. Criado oficialmente em 1990, o sistema pioneiro no Brasil nasceu da integração entre segurança pública e saúde para atender vítimas de trauma, especialmente em acidentes de trânsito, e se consolidou ao longo das décadas como um dos principais serviços de emergência do Estado.

No ano de 2025, foram 80.809 atendimentos realizados pelo SIATE em todo o Estado. Atualmente, o CBMPR conta com 86 viaturas operacionais e cerca de 340 bombeiros socorristas, atendendo uma média de 221 ocorrências por dia. Entre os casos mais frequentes estão sinistros de trânsito e quedas de pessoas.

HISTÓRIA

O Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência começou a ser concebido em 1988, quando o Governo do Estado criou uma comissão para estruturar um modelo inédito de atendimento pré-hospitalar no País. Até então, vítimas de acidentes eram transportadas em veículos comuns, sem protocolos específicos ou estrutura adequada para estabilização durante o deslocamento.

O projeto, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Curitiba e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), contou ainda com apoio técnico internacional. Após cerca de um ano e meio de estudos, o SIATE foi oficialmente implantado em 29 de março de 1990. O primeiro atendimento ocorreu em maio daquele ano, quando uma vítima de intoxicação foi socorrida e encaminhada ao hospital em poucos minutos.

EVOLUÇÃO OPERACIONAL

Os primeiros anos do SIATE foram marcados pela adaptação e pela construção prática dos protocolos utilizados atualmente. Muitos equipamentos precisavam ser importados e as primeiras ambulâncias foram desenvolvidas especificamente para o serviço a partir da experiência dos bombeiros e profissionais de saúde envolvidos na implantação do sistema.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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