Seis hospitais do Paraná participam de captações inéditas de órgãos e fortalecem transplantes | Giro de Notícia

Seis hospitais do Paraná participam de captações inéditas de órgãos e fortalecem transplantes

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Foto por Albari Rosa / AEN - ARQUIVO

Salvar vidas ou devolver qualidade de vida para pacientes com doenças graves é a principal função do transplante de órgãos. O sucesso do sistema de transplantes no Paraná não acontece por acaso, sendo organizado com muito trabalho e responsabilidade, iniciando com uma busca ativa que começa nos hospitais. E nos últimos meses seis novas unidades entraram nesse rol.

No centro dessa engrenagem estão as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), unidades estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que funcionam como braços operacionais da Central Estadual de Transplantes.

Mais do que apenas identificar doadores, as OPOs representam o suporte técnico e humano necessário para que o processo de doação seja seguro, ético e ágil, como necessita ser. Atualmente, o Estado do Paraná conta com quatro OPOs: Cascavel, na macrorregião Oeste; Curitiba, na macrorregião Leste; Londrina, na macrorregião Norte e Maringá, na macrorregião Noroeste

As OPOs contam com equipes multiprofissionais compostas por servidores públicos da Sesa, que são enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de apoio técnico-administrativo e motoristas, distribuídos para atender as macrorregiões do Estado. Ao todo são cerca de 38 profissionais.

Alguns casos recentes ajudam a ilustrar a importância desse trabalho. Em 2025, a OPO de Maringá registrou uma captação inédita no Instituto Bom Jesus de Cianorte. Pela OPO de Londrina, também ocorreu recentemente uma primeira captação de órgãos no Hospital Regional de Ivaiporã.

A OPO Cascavel também registrou ingresso de uma nova unidade com primeira captação, o Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, em Francisco Beltrão. Na área da OPO Curitiba, o ano de 2025 contou com três primeiras captações, que ocorreram no Hospital e Maternidade Luiza de Marillac, em Curitiba, Hospital São Rafael, em Colombo, e no Hospital São Camilo, de Ponta Grossa.

SISTEMA ESTADUAL DE TRANSPLANTES – No Paraná, são 108 hospitais notificantes, ou seja, que estão autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar à Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos, com 71 comissões instituídas, que são equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais.

Além disso, o sistema tem 37 equipes transplantadoras de órgãos (pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim) e 84 de tecidos (medula, córnea, valva cardíaca, pele e tecido ósseo), formadas por grupos especializados de profissionais de saúde, autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsáveis por realizar as cirurgias de remoção (captação) de órgãos de um doador e o implante (transplante) no paciente receptor.

Cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia, além de três bancos de tecidos, sendo que um é de multitecidos, também formam a rede. São cerca de 700 profissionais especializados envolvidos.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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