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STF reverte cassação e Francischini volta à Alep

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Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá levar os deputados Fernando Francischini, Emerson Bacil, Paulo do Carmo e Cassiano Caron, todos ex Partido Social Liberal (PSL)e atuais União Brasil (UB), de volta às cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Com a cassação do mandato de Francischini, no fim do ano passado, os outros três deputados também tiveram que deixar os cargos, por conta da recontagem de votos e reorganização das cadeiras na Alep.

A decisão liminar veio do ministro Nunes Marques, do STF, na tarde desta quinta-feira (02), que suspendeu a cassação determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro do ano passado.

Durante a votação, nas eleições de 2018, Francischini foi às redes sociais relatar que várias pessoas o procuraram, relatando problemas nas urnas.

Dias após a declaração, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) fez uma auditoria nas urnas e informou que o funcionamento delas era normal, sem indícios de fraude. O Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu investigação contra Francischini, mas ele foi absolvido pelo TRE, que entendeu que a fala do deputado nas redes sociais, falando de problemas na urnas, 10 minutos antes de encerrar a votação, não alterou em nada o resultado do pleito.

O MPE recorreu e levou o caso ao TSE, que entendeu que houve disseminação de fake news e cassou o mandado do deputado. Com a cassação, houve necessidade de recontagem dos votos e outros três deputados do PSL também deixaram as cadeiras na Alep. Francischini teve quase meio milhão de votos nas eleições de 2018, foi o deputado estadual mais votado do Brasil.

Mas Francischini recorreu da decisão do TSE, que foi derrubada por Nunes Marques nesta quinta-feira.

Emerson Bacil disse que a cassação de Francischicni foi uma injustiça para todos. “Impactou não só a mim como pessoa, mas todo o trabalho que fazíamos, de dar voz a quem mais precisa da população. Volto agradecido a todos que continuam confiando no meu trabalho. É um momento de fazer uma reavaliação de tudo e voltar a trabalhar, agora com mais experiência”, disse Bacil.

Francsichini acredita que até esta sexta-feira (03), no máximo até segunda-feira (06), já deverá estar de volta ao cargo. O ministro Nunes Marques já pediu que o TSE, o TRE-PR e a Alep fossem oficiados da decisão. O presidente da Alep, Ademar Traiano (PSD), informou que ainda não recebeu o ofício do STF e que vai esperar a notificação chegar à Alep para se pronunciar.

(Informações RIC Mais)

Fonte: OBemdito

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