Voluntária que sofreu reação adversa à vacina do coronavírus teve inflamação na medula espinhal; entenda | Giro de Notícia

Voluntária que sofreu reação adversa à vacina do coronavírus teve inflamação na medula espinhal; entenda

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A reação adversa à vacina AztraZeneca/Oxford, do Reino Unido, que causou a suspensão dos estudos na última semana, foi verificada em uma mulher voluntária, do próprio país. De acordo com informações de Pascal Soriot, CEO do laboratório, a paciente recebeu uma dose do imunizante experimental, porém, apresentou um problema neurológico chamado de mielite transversa, que causa a inflamação da medula espinhal.

Com a mielite transversa, a inflamação faz com que seja bloqueada a transmissão dos impulsos nervosos. Uma das causas, pode ser a ativação excessiva do sistema imune. A voluntária que sofreu a reação precisou ser hospitalizada e recebeu alta na última quarta-feira (9). 

Esta foi a segunda vez que os estudos da vacina do Reino Unido foram suspensos. Em julho, um outro voluntário teve reação adversa, porém descobriu-se que o participante tinha esclerose múltipla, e não foi causada pelo imunizante. Nesta segunda-feira (14), os testes foram autorizados a serem retomados após aval de reguladores de segurança.

A mielite transversa aguda pode se desenvolver em pessoas que têm doenças como esclerose múltipla neuromielite óptica, doença de Lyme ou lúpus, ou que tomem certos medicamentos. Os sintomas são dores nas costas e um aperto em volta da área afetada. Em alguns casos pode causar paralisia.

O tratamento pode ser realizada com corticosteróides ou até com troca de plasma. Nos Estados Unidos estima-se que a mielite transversa ocorra em aproximadamente 1.400 pessoas por ano. Sendo que um terço das pessoas se recupera, um terço continua com o problema e o restante tem uma recuperação parcial.

Fonte: RIC Mais

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